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19.08.2012

‘Dar a vida’ é para poucos

A automação residencial, hoje, está mais acessível do que se imagina e Cascavel já tem ‘imóveis do futuro’

Dar a vida é coisa para mães, Deus, e Leandro Lecheta. Elas por um processo natural, aquele por uma providência chamada Nascer, e esse através de dispositivos tecnológicos. Mães dão a luz a filhos, Deuses dão asas à imaginação, e Leandro Lecheta é pioneiro, na cidade de Cascavel, a fazer uma casa ganhar vida.

A arte de criar filhos, ou deuses — explicar o que não se conhece —, é milenar. Já não se pode dizer o mesmo sobre a arte de dar vida às casas. Apesar de ter passado muitos anos sobre a sombra de um “negócio futurista”, Leandro garante que a automação residencial, hoje, está mais acessível do que se imagina.
Engenheiro de controle e automação, Leandro Lecheta abriu seu negócio de automação industrial em Cascavel há cinco anos. O ano era 2008 e, até então, essa história de dar vida às casas só existia em grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais. “E o que dá pra fazer?”, pergunto ao engenheiro. “Tudo”, resume Leandro em um tom de brincadeira, que dá pra levar bem a sério.
“É possível controlar o abrir e fechar das persianas, iluminação, ar-condicionado, som ambiente, e irrigação do jardim. Mas se o cliente quiser, também é possível monitorar câmeras de segurança, sensores de movimento dentro da casa. E tudo isso sem aquela dezena de controles remoto. Tudo integrado em uma só plataforma no iPad ou smartphone do usuário”, discorre o engenheiro.
Em Cascavel, quatro residências já podem ser consideradas “inteligentes”. E o escritório de Leandro, o Future Home Engenharia e Automação, tem mais seis projetos em andamento. Até o final deste ano, pelo menos dois projetos de automação residencial ficam prontos. E esse processo de deixar uma habitação ‘inteligente’ não acontece apenas em casas. É possível, da mesma maneira, instalar um sistema de automação residencial em apartamentos, escritórios, ou consultórios médicos, por exemplo.
Através de apenas um ‘controle’, um software instalado no iPad ou iPhone, até iPod, o usuário consegue controlar dezenas de funções na residência. É possível, por exemplo, com apenas um toque na tela dos aparelhos programar para que todas as luzes da casa fiquem acesas. Ainda em se tratando de iluminação, se o usuário vai receber uma mulher para um encontro mais especial, pode programar para que as luzes da casa fiquem ‘no clima’ do encontro e dar aquele ar de jantar à luz de velas.
Se o proprietário resolve dar uma resta, então, é possível programar todo o sistema de som ambiente dentro da residência. Na churrasqueira, música gaúcha que sai do DVD que o pessoal está assistindo na sala. No hall de entrada, uma música mais clássica para receber os convidados. E na piscina, uma música mais animada. No quarto das crianças, músicas infantis.
Além dos controles independentes de cada cômodo da casa, áudio e vídeo, é possível, por exemplo, abrir a porta da residência para uma visita, mesmo estando bem longe de casa. Através de um sistema de câmeras, o proprietário pode acompanhar o que acontece dentro da residência, com os filhos por exemplo, e receber imagens no tablet ou iPhone de onde estiver.

Instalação e custo
Existem duas possibilidades de instalar um sistema de automação residencial. O primeiro é quando a casa ainda está na fase de construção. Leandro projeta a automação ainda na planta da residência. O segundo é fazer a automação residencial de uma casa já construída e habitada pelo proprietário.
O tempo de instalação, conforme o Engenheiro, pode variar de 8 a 10 meses, dependendo do caso. Se a casa ainda está em construção, até um ano. “Eu costumo dizer que sou o primeiro a entrar e o último a sair da obra”, afirma. Leandro faz toda a execução do projeto de automação e também a programação. Mas a parte ‘bruta’ do projeto é feita por um eletricista conceituado de Cascavel, treinado especialmente para projetos de automação.
De acordo com o engenheiro, com um investimento de R$ 10 mil já é possível “começar a brincadeira’. Fazer a automação de um cômodo, controles de áudio, vídeo e luz. Por outro lado, dependendo da quantidade de cômodos e das exigências do proprietário, o projeto de automação pode chegar a R$ 100 mil. “O céu é o limite”, brinca Leandro com as múltiplas possibilidades do sistema de automação.

Economia também
Marise Luvison instalou um sistema de automação na residência há pouco mais de dois anos. E, para ela, além do conforto o sistema traz segurança e também gera economia.
“Como eu tenho cinco filhos adolescentes dentro de casa, e nenhum deles consegue desligar as coisas, eu uso muito a função ‘desligar’. Outros membros da casa usam a função ‘ligar’”, brinca Marise. Ela conta que consegue, por exemplo, desligar todas as luzes da casa com um só comando, pelo iPhone, do quarto, ou então quando sai de casa às pressas.
“Acaba possibilitando uma comodidade, na hora de sair de casa. Eu tenho na porta da minha casa um interruptor que desliga tudo. Então, quando eu saio, eu saio segura de que eu desliguei tudo e não preciso voltar para desligar uma luz que ficou acesa no quarto, ou uma televisão ligada”, exemplifica.
Além da segurança, Marise lembra que essa função que desliga todas as luzes da casa, por exemplo, também era certa economia.

Fonte: Gazeta do Paraná